Famoso
por nascer cristalino e puro dentro do Parque
Nacional de Brasília, servir a uma barragem
de captação de água potável
e logo depois, saindo da unidade de conservação,
transformar-se em um curso dágua sujo e escuro,
que conduz lixo e esgotos clandestinos para o braço
norte do Lago
Paranoá. O riberião do Torto é
formado basicamente por duas nascentes - os ribeirão
Tortinho e o córrego Três Barras, na parte
mais alta do parque nacional.
Após a área de captação
da Caesb, o Torto desce por entre poucos restos de mata
ciliar, nos fundos de chácaras e de um antigo
assentamento de trabalhadores da época da construção,
que se transformou no bairro do Torto. Até a
ponte na DF-003, que liga o balão do Torto ao
do Colorado,
a água já se torna turva. Eventuais moradores
de baixo da ponte e depois as chácaras de posse
às margens do ribeirão dão sua
contribuição para a poluição,
que aumenta ainda mais quando passa ao lado da antiga
invasão que se transformou na Vila do Varjão
do Torto.
Após
passar sob a ponte na DF-005, o Torto recebe algum lixo
vindo das redondezas do Varjão e área
especial do Lago Norte, até a foz com o Lago
Paranoá, do qual é um dos principais formadores,
ao lado do córrego Bananal. |