É
possível ver de perto a beleza do Bananal, exemplo
do que eram os córregos do Planalto Central quando
suas matas ciliares estavam intactas. Para se ter esta
idéia basta fazer uma caminhada dentro da área
permitida ao público no Parque
Nacional de Brasília (Água Mineral),
saindo da área das piscinas para a torre da administração,
pela estrada interna. Você verá não
apenas a água cristalina e peixes do Bananal,
mas também a rica flora em volta e a fauna do
cerrado.
Hoje
o principal fornecedor de água ainda limpa para
o Lago Paranoá, o ribeirão Bananal também
nasce dentro do Parque Nacional de Brasília,
no divisor de águas próximo ao limite
com a Floresta
Nacional de Brasilia (área
2). Ainda dentro do parque recebe as águas
do córrego do Acampamento, cujo nome é
uma alusão aos primeiros tempos da construção
de Brasília. Antes de desaguar no lago
pelo lado norte, passa apenas atrás de algumas
chácaras de posseiros próximos à
ponte do Braghetto (final da Asa Norte). Seu estuário
é o habitat sazonal de centenas de garças
brancas, o que demonstra que a água chega ao
lago limpa e piscosa.
Não
está afastada a hipótese de se tentar
novamente utilizar o Bananal para captação
de água potável, o que já recebeu
no passado manifestação contrária
do Ibama,
quando sondado para autorizar uma barragem destinada
a abastecer a futura expansão residencial da
Asa Norte conhecida como Setor
Noroeste.
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