Bastante
usada para esportes náuticos nos anos 1980, o
acesso à Lagoa Formosa está agora quase
todo limitado a clubes recreativos situados às
margens. As águas que já foram puríssimas
e eram apreciadas para natação e esqui,
hoje são consideradas suspeitas de contaminação
por agrotóxicos vindos das cabeceiras e principalmente
esgotos das fossas de residências e loteamentos
em volta.
Principal formação do histórico
conjunto de lagoas desta parte do Planalto Central,
a lagoa que já orientou os bandeirantes do século
18 e deu nome ao município vizinho de Formosa
(GO), está hoje ameaçada de extinção
devido à pressão sobre as nascentes e
margens por parte de fazendas, chácaras e loteamentos.
Por volta de 1985 tinha cerca de 20 km de comprimento.
Em 2000 esta extensão tinha caído para
cerca de 13 km, segundo informações da
Prefeitura de Planaltina de Goiás, município
da região em torno do DF que tem na lagoa sua
principal referência geográfica.
No
passado começou a ser alternativa de renda para
a região, com base no crescente fluxo de turistas
de Brasília, mas a ocupação desordenada
das margens com loteamentos matou a galinha dos ovos
de ouro, pelo menos enquanto não se restabelece
o controle público sobre os acessos à
lagoa. Uma lei municipal criou uma área de proteção
ambiental em sua volta e há ações
de grupos
da sociedade civil para tentar reverter o processo
de extinção.
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