A
antiga Nossa Senhora da Penha de Corumbá, do
Século 18, viria a ser a primeira cidade histórica
da era colonial a ser redescoberta por Brasília
para o turismo eco-histórico no último
quarto do Século 20. Antigo domínio dos
índios Caiapó, o rio
Corumbá - que dá os contornos da cidade
- voltaria nos anos 1980 ao seu curso original, de onde
havia sido desviado para um canal lateral pelos escravos
a serviço dos descendentes dos bandeirantes que
descobriram Goiás
em 1725. Com a volta do rio, reapareceu a enorme cachoeira
conhecida como Salto do Corumbá, a partir da
qual se estabeleceram clubes e outros pontos de lazer.
Há indícios de que desde 1711 - ou seja,
mais de uma década antes do bandeirante Bartolomeu
Bueno da Silva, o Anhaguera, ter saído de São
Paulo para redescobrir as minas dos índios Goiases
no rio Vermelho - as minas de ouro de Tapera Grande,
próximo a Corumbá, já eram exploradas
clandestinamente por certos irmãos Mafra. Mas
somente em 1739 que se definem as sesmarias da área.
A cidade possui um dos mais belos conjuntos de edificações
do período colonial de Goiás, com ruas
calçadas de pedras, casarões e igrejas.
Atualmente dispõe de uma razoável infra-estrutura,
com pousadas e restaurantes. Está muito próxima
a Pirenópolis,
formando as duas o complexo de turismo mais próximo
dos brasilienses. Fica a 140 km de Brasilia(DF)
e a 130 km de Goiânia(GO), aproximadamente, por
asfalto.
Nascendo nos contrafortes da Serra
dos Pireneus de Goiás, o rio Corumbá
passa pela cidade ainda limpo, mas a partir dalí
começa a receber esgotos de cidades que não
dispõem de tratamento adequado. Quando chega
à região próxima ao DF, o rio recebe
afluentes poluidos pelo esgoto de cidades-satélites
de grande porte. Depois, dos municipios de Luziânia
em diante, recebe esgotos e dejetos de distritos industriais,
como em Pires do Rio. |