|
|
É
o principal rio da região que aqui denominamos
Planalto Central. Nasce nos montes Pirineus
de Goiás, região histórica
do ciclo do ouro onde foram fundadas no século
18 cidades mineradoras como Meia Ponte (hoje Pirenópolis)
e a própria cidade de Corumbá
de Goiás. Foi a referência geográfica
que os primeiros bandeirantes paulistas utilizaram ao
perambular pelos cerrados do Planalto Central, até
encontrar ouro nas cabeceiras do rio Vermelho, na antiga
Vila
Boa (hoje cidade de Goiás).
É ponto de atração de turismo ecológico,
tanto pela cachoeira do Salto
do Corumbá como pelas paisagens desde suas
nascentes na serra dos Pireneus.
O
rio Corumbá recebe as águas dos rios Descoberto
e São
Bartolomeu, que nascem no Distrito Federal. Está
em andamento o programa hidrelétrico federal
que prevê o aproveitamento de cânions do
rio para a construção de usinas para geração
de eletricidade. A hidrelétrica de Corumbá
IV teve seu contrato assinado no início de 2001
com um consórcio misto (Via Engenharia e Caesb),
mas sofrerá problemas pela de investimentos para
tratar os esgotos da vertente do DF e da região
de Luziânia (GO), responsáveis pela poluição
dos córregos que deságuam no Descoberto
e no Corumbá. Há também resistências
ao represamento das águas do rio Corumbá
na altura da barra com o Descoberto, devido aos impactos
sócio-ambientais deste tipo de intervenção
humana na natureza.
Abaixo
desa barra, o Corumbá recebe esgotos sem tratamento
de várias cidades goianas. Suas margens sofrem
as consequências da retirada de areia e cascalho
em diversos pontos (como em Luziânia, de onde
saiu a areia para construir Brasília). A retirada
das matas ciliares e a atividade agrícola são
responsáveis por impactos negativos sobre toda
a extensão do rio. |
| |
|
|