O
Parque Estadual dos Pireneus tem o objetivo de preservar
a fauna, flora e os mananciais, como as nascentes do
rio das Almas, existentes nos municípios goianos
de Pirenópolis, Cocalzinho e Corumbá de
Goiás. Criado pela Lei nº 10.321 de 20 de
novembro de 1987, e delimitado numa área de 2.833
hectares, pelo Decreto nº 4.830, de 15 de outubro
de 1997, o Parque ajuda na preservação
dos sítios naturais de relevância ecológica
e histórica.
Em
volta do Parque do Pireneus foi criada também
uma área de proteção ambiental
(APA), com cerca de 22 mil.500 ha, para assegurar a
proteção principalmente do Pico dos Pireneus,
divisor de águas das bacias platina e amazônica
e limite entre os três municípios envolvidos;
o morro do Cabeludo e as nascentes do rio das Almas
e do rio Corumbá, que surgem nas encostas da
Serra dos Pireneus. Estas áreas possuem uma cobertura
nativa caracterizada por formações rupestres,
campos de altitude, diferentes fisionomias de cerrado
com relevante índice de conservação,
e outros tipos de vegetação terrestres
e brejosas, diferenciadas por condições
de substratos, como as associadas aos cursos dágua
- florestas de galerias, matas ciliares e buritizais.
Destacam-se
a beleza e a riqueza da flora ornamental, frutífera
e medicinal. Aparecem espécies como o jacarandá,
a canela-de-ema, a caraíba ou ipê-do-cerrado
e pau-papel, considerada a árvore símbolo
de Goiás. Dentre as frutíferas, destacando-se
o pequi, o buriti, o baru, o xixá, a mangaba
e o caju; e das plantas medicinais, a sucupira-branca,
a lobeira e a arnica, considerada endêmica, está
ameaçada pelo extrativismo desordenado. Nos arredores
da Serra dos Pireneus podem ser encontradas aves como
a ema, siriema, ara-canindé, papagaio-galego,
azulão do cerrado, mineirinho e príncipe,
sendo que estes três últimos são
endêmicos e migratórios. Dentre os mamíferos,
que também aparecem em larga escala na região,
são encontrados exemplares de macaco-prego, guariba,
veado mateiro e tamanduá-bandeira, este, oficialmente
ameaçado de extinção. |