Em
fase de constituição pelo governo de Goiás,
esta APA tem 22 mil 800 hectares, servindo para proteger
o Parque Estadual da Serra
dos Pireneus, nos municípios goianos de Pirenópolis,
Corumbá
e Cocalzinho. Destina-se
a
assegurar a proteção principalmente do
Pico dos Pireneus, divisor de águas das bacias
platina e amazônica e limite entre os três
municípios envolvidos; o morro do Cabeludo e
as nascentes do rio das Almas e do rio Corumbá,
que surgem nas encostas da Serra dos Pireneus. Estas
áreas possuem uma cobertura nativa caracterizada
por formações rupestres, campos de altitude,
diferentes fisionomias de cerrado com relevante índice
de conservação, e outros tipos de vegetação
terrestres e brejosas, diferenciadas por condições
de substratos, como as associadas aos cursos dágua
- florestas de galerias, matas ciliares e buritizais.
Destacam-se a beleza e a riqueza da flora ornamental,
frutífera e medicinal. Aparecem espécies
como o jacarandá, a canela-de-ema, a caraíba
ou ipê-do-cerrado e pau-papel, considerada a árvore
símbolo de Goiás. Dentre as frutíferas,
destacando-se o pequi, o buriti, o baru, o xixá,
a mangaba e o caju; e das plantas medicinais, a sucupira-branca,
a lobeira e a arnica, considerada endêmica, está
ameaçada pelo extrativismo desordenado. Nos arredores
da Serra dos Pireneus podem ser encontradas aves como
a ema, siriema, ara-canindé, papagaio-galego,
azulão do cerrado, mineirinho e príncipe,
sendo que estes três últimos são
endêmicos e migratórios. Dentre os mamíferos,
que também aparecem em larga escala na região,
são encontrados exemplares de macaco-prego, guariba,
veado mateiro e tamanduá-bandeira, este, oficialmente
ameaçado de extinção. Veja também
os mapas, coordenadas de GPS e decreto de criação. |