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Hidrovia Paraguai-Paraná

Rio Paraguai - Clique para ver mapaO que existem são estudos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid), propondo um controvertido projeto a Hidrovia Paraguai-Paraná, que permitiria um deslocamento de barcaças de carga puxadas por rebocadores a diesel, desde Cáceres (MT) até o Porto de Nueva Palmira, no Uruguai, no extremo sul, cobrindo 3.442 km e permitindo navegação diurna e noturna o ano todo.A obra não vinha sendo tocada (2003) por falta de estudos de impacto ambiental favoráveis. Há estudos independentes demonstrando que a hidrovia não é viável quando se consideram os altos custos dos riscos ao frágil ecossistema do Panatanal do Sul. Seriam 2.202 km no Rio Paraguai e 1.240 no Rio Paraná. Desse total, um terço estará em território brasileiro. com os principais impactos ambientais concentrados no Alto Paraguai - região de Porto Murtinho, ao sul de Bonito, e da foz do rio Miranda no rio Paraguai. O Pantanal todo funciona como um sistema de transporte difuso de água e tirar areia ou cascalo de seus leitos e canais vão provocar a secagem de extensas planíceis e impactos irreversíveis sobre a biodiversidade e a própria convivência humana com este ecossistema que se integra aos cerrados pré-amazônicos brasileiros. Além disso a obra é desnecessária do ponto de vista econômico, pois a soja e o9 minério têm outras vias de escoamento, como a (ambém questionável) hidrovia do rio Madeira, que liga Porto Velho a Itaquatiara, no Amazonas, e a ferrovia que liga Corumbá (MS) a Bauru (SP).

 

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