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Dunas, lagoas, praias e história

Oáis ao lado de dunas e lagoas no Parque NacionalEcoGuia dos Lençois Maranhenses busca o olhar ecoturisticamente consciente sobre aspectos socioambientais, belezas naturais e um pouco de história. Os Lençóis Maranhenses são extensas regiões próximas à linha do Equador, no litoral norte do Brasil, acompanhando a costa atlântica, com lagoas cristalinas semiperenes formadas por águas de chuva, em meio a quilômetros de dunas de areia branca e fina, moldadas pelos constantes fortes ventos em desenhos de dobras simétricas - ou "lençóis", como se lhe pareceram aos primeiros colonizadores aquelas paisagens.

As dunas movimentam-se ao sabor dos ventos alísios do Altântico para o continente, moldando a ocupação humana, às vezes deixando-se formar por algum tempo cabanas e povoados, até cidades. Para depois engulir tudo, estradas, casas, povoados. Famosas como cenários de filmes e documentários, as dunas e lagoas de acesso mais próximo da malha rodoviária estão principalmente nos municipios de Santo Amaro, Atins e Barreirinhas, este último o acesso mais fácil - o portal dos Lençóis, com aeroportos e estrada asfaltada ligando à capital estadual São Luis e ao resto do país. Basta atravessar de balsa o rio Preguiça e se está no Parque Nancional dos Lençóis Maranhenses. Um pouco de estrada de areia e chega-se à sede do parque. A casa, aparentemente de boa qualidade, foi construida com pouco cimento e muita areia para dar mais lucro ao vencedor da licitação - e agora está caindo, antes mesmo de ser toda ocupada.

Dalí, da sede do parque e ainda em meio a moradores tradicionais que não foram indenizados e por isso permanecem na área, saem os carros traçados, individuais com guias ou coletivos, de agências de ecoturismo, para enfrentar o areal por 40 minutos até as dunas mais próximas, onde estão as lagoas Verde, Azul e outras.

De Barreirinhas saem também os roteiros pelo rio Preguiça, em si um santuário de vida selvagem, desvendado em seu delta rumo ao mar. Atravessando canais de antigos escravos, com pouco tempo de voadeira começam a surgir nas margens, como pontos amarelos em meioao verde, outras dunas. E os povoados - Vassouras, Caburé. À margem esquerda a pequena cidade de Mandacaru, com seu imponente farol avisando que alí está chegando o encontro do rio com o oceano Atlântico, formando belos ecossistemas

Neste EcoGuia você escolhe como navegar começando de qualquer lugar no menu da esquerda - por exemplo, pelos Ecopontos, onde estão as praias, paisagens, rios e áreas protegidas que merecem atenção; ou pelos Roteiros, que se desdobram pelas cidades de São Luis (capital), Alcântara (cidade histórica, hoje convivendo com uma moderna base espacial), Mandacaru (na foz do rio Preguiça) e Barreirinhas, entrada do Parque e das dunas e lagoas mais acessíveis, elevada à condição de portal dos Lençóis, com resorts, pousadas e uma infraestrutura ainda em formação.

Você pode dar uma olhada na questão ecológica dos Lençóis, visitando as Áreas Protegidas, que não são muitas: o parque nacional, a APA em volta do rio Preguiça, reservas em torno da Baía de São Marcos. Como pode também optar por ver um pouco de História do Maranhão, que teve colonização original francesa e foi um estado independente do Brasil na era colonial, o que deixou traços nas duzentas igrejas da velha Alcântara e nos cerca de três mil casarões do centro colonial da capital, onde o turismo ainda é incipiente por falta de estrutura e restauração. Falta um projeto para a revitalização histórica da velha São Luis.

Você também ir direto às galerias de fotos que ilustram o EcoGuia e estão agrupadas por temas (praias, biodiversidade, cidades, história, problemas).

Quanto aos acessos, a primeira questão é como chegar a São Luis. De lá sai o roteiro rumo aos Lençois, a 260km a leste da capital. Antes é bom se acomodar e visitar o centro histórico do Século XVII, patrimônio histórico da humanidade tombado pela Organização das Nações Unidas. Exceto por mar ou ar, a chegada a São Luis por terra pressupõe que o visitante partiu, em sua penúltima parada, ou da própria região Nordeste - neste caso, de Teresina, capital do Piaui, ou do norte amazônico (de rodovia desde Belém) ou ainda do restante do país (sul, sudeste, centro-este), subindo pela redovia Brasília-Belém e cortando o interior do Maranhão a partir de Açailândia, em estradas de asfalto em péssimas condições em 2006 ou estradas vicinas de terra por áreas desmatadas que já foram floresta amazônica em transição para cerrado.

São Luis é a base de partida para viajar por terra até Barreirinhas, com opção de se entrar a uma certa altura rumo ao litoral norte, para a mais difícil trilha- que leva à distante Santo Amaro do Maranhão. A opção mais procurada é mesmo Barreirinhas, cidadezinha transformada pela especulação, crescendo com novos resorts, hotéis e serviços de guia e passeios à beira das voltas tranquilas do rio Preguiça. Dalí partem os passeios pelo rio, mangues e povoados de Vassouras, Caburé, Mandacaru e Atins, já no litoral.

De Barreirinhas partem também embarcações de lazer para o mar, de onde se tem as mais belas vistas das praias desertas que estão dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, administrado pelo Ibama. Pelo rio, à margem esquerda estão os chamados Grandes Lençóis, à margem direita os Pequenos Lençóis, de acesso ainda mais difícil, por onde se chega pelas trilhas de jipe, rumo leste, até Tutóia e o formoso Delta do Parnaíba, na divisa com o estado do Piauí.

Portanto, aí estão os textos, as fotos, algumas dicas de hospedagem e guiagem, filmetos e mapas de GPS para todo o percurso entre São Luis e Barreirinhas, incluindo detalhadamente as trilhas por jipe e à pé até as dunas e as lagoas mais próximas, além do percurso de barco pelo rio Preguiça até a foz no oceano Atlântico.

Divirta-se.

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