Era
o antigo rio Iabebéri, que virou Tocantins (Tucan-tins)
em algum momento durante a colonização.
Alimentou durante o século XVI a idéia
de que as águas do Brasil nasciam todas numa
mesma região - seria primeiro um lago dourado
da mitologia indígena bandeirista, depois uma
lagoa solta entre as nascentes, nos mapas dos anos 1600.
Lagoa onde haveria muito salitre, dizia-se num dos mapas.
O salitre tinha importância estratégica
para o império português, por ser um dos
componentes da pólvora. Até hoje se especula
onde estariam as grutas por onde se teria extraído
salitre. Outra versão é que se referiam
ao salitre nas nascentes do rio
Paranã, outro formador do Tocantins, que
depois recebe o Araguaia no Bico do Papagaio e corta
o Pará até cair na foz de Marajó,
com o rio Amazonas. Pela margem direita recebe primeiro
o Maranhão,
que nasce na lagoa
Formosa. Mais embaixo recebe o Tocantinzinho,
que nasce na Chapada
dos Veadeiros. Depois recebe o rio Paranã,
com todas as águas vindas da vertente goiana
da Serra Geral, divisa com a Bahia. Recebe mais ao norte
o rio das Balsas, que recebeu o Sono, nascido no Jalapão
como Soninho. Ameaçou-se no início do
século XXI tranpor as águas do Tocantins
para o São Francisco, através de canais
no rio do Sono, o que causaria sérios danos ambientais
ao Jalapão, em benefício das monoculturas
de soja na vertente baiana da Serra Geral. O Tocantins
original está acabando, devido à cerca
de uma dezena de grandes hidrelétricas em seu
longo caminho do Planalto Central ao Atlântico.
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