Famoso
por proteger a maior ave brasileira - a ema (Rhea
americana) e também por apresentar entre
dezembro e março o espetáculo de centenas
de cupinzeiros, à noite, com milhares de larvas
emitindo uma luz esverdeada similar a vaga-lumes (bioluminescência).
Criado na mesma leva de 1961, quando se instituiram
os parqes nacionais do Tocantins (Veadeiros), de Brasília
(Água Mineral) e outros, o Parque Nacional
das Emas, no sudoeste de Goiás, tem 1 mil 318
km², em ecossistema de cerrado de altitude média
entre 750 e 900 metros (parte mais elevada chega a
mil metros acima do nível do mar). A temperatura
média é de 22 C°, permitindo o aparecimento
de vários tipos do bioma cerrado, como os campos
limpos, campos sujos e matas ciliares. Abriga parte
das nascentes e o lençol que dá origem
ao rio Araguaia. É divisor de águas
entre as bacias do Araguaia/Tocantins, cujas águas
vão para o Norte, e as águas que vão
para o Sul, para a bacia Paraná-Prata. O parque
tem campos, veredas, os famosos cupinzais luminescentes,
belas paisagens, rios e riachos, mirantes, lagoas,
animais como tamanduás, raposas, veados-campeiro,
muitos pássaros, e várias trilhas oferecidas
à pé e de carro, sob administração
do Ibama. A principal entrada é o Portão
Guarda do Bandeira, na GO-302, na estrada para Chapadão
do Céu, mas é melhor ligar antes para
a administração do parque (telefax 64-634-1704).
Para pernoite, é melhor reservar lugar numa
das cidades mais próximas, como Serranópolis(GO),
Jataí(GO) ou Mineiros (GO). Emas não
está protegido legalmente, como deveria, por
nenhuma Área de Proteção Ambiental
(APA) em sua volta, como se costuma fazer com outras
unidades importantes. E sofre do isolamento, com a
falta de corredores ecológicos ligando-o a
outras unidades de conservação, cercada
de rodovias na maior parte de suas divisas. Veja
também a área de mapas e GPS.