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A primeira é que o Parque
Nacional das Emas ficou isolado, desde sua criação
em 1961, num pedaço de apenas 1,3mil km2,
junto a um cruzamento que viria a ser importante
no ciclo agrícola dos anos '70 (algodão
em Santa Helena), '80 (Rio Verde) e '90 (Mineiros).
E o entrocamento com as vias do sul (SP) e do
oeste (MS, MT) e centro-oeste.Área de altiplano,
foi englobada pela economia agropastorial tradicional
- soja, pecuária. Restaram, como sempre,
as partes acidentadas, as terras ruins, as áreas
esgotadas, as pedrarias, os topos de morro - com
importantes exceções, formadas por
vales, rios e cerrado preservado. Isolado, sem
corredores ecológicos, o parque não
tem futuro como reservatório de biodiversidade
e assim se esvai sua função de guardião
das nascentes.
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A segunda é que a região
ecoturística de Emas/Serranópolis
não se sustenta sozinha com o Parque, suas
trilhas e pouca capacidade de atração.
O forte, para fazer dupla com o parque, é
a arqueologia: aquelas serras entre as planícias
de terras altas, nascentes e dispersores de espécies,
atraiu centenas de gerações de ameríndios:
pelo menos 550 gerações, ao longo
de 11 mil anos, pelas centenas de inscrições
rupestres num riquíssimo paredão
protegido contra as intempéries naturais.
O Museu de Jataí tem que ser recuperado.
No campo, dezenas das inscrições
foram danificadas e precisam ser recuperadas,
como entende o Ministério Público
em Goiás. Mas quem vai pagar a conta? Há
acompanhamento por parte do Instituto do Patrimônio
Histórico, Artístico Nacional (Iphan)
sobre os danos. As obras de pesquisa estão
paralisadas há anos, numa disputa entre
pesquisadores de diferentes universidades.
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| O fogo e a monocultura (soja, algodão
etc) prejudicam fortemente todo o ecossistema, poluindo
as águas e os solos. Assoreamentos e contaminação
são comuns. A proteção e revitalização
das nascentes têm que ser parte das políticas
públicas. O parque precisa de verbas, carros,
funcionários, programas. |
Falta a criação de unidades
de conservação em torno de todos os
sítios arqueológicos, como parques,
reservas, apas e estímulo aos fazendeiros
para criarem rppns. É preciso haver corredores
ecológicos entre as áreas protegidas,
inclusive fazendo a ligação entre
Emas e as nascentes do Araguaia. |