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do Araguaia, o mais formoso dos grandes rios
brasileiros. As nascentes mais altas estão nas
veredas de buritis do sudoeste de Goiás. Logo
o rio vira divisa com Mato Grosso e vai sendo engrossado
por nomes históricos, como rio Vermelho,
que nasce na histórica Vila
Boa de Goiás (1725), rio Crixás,
rio das Almas,
etc. Desce por uma extensa planície, sustenta
cidades-polos de temporada e pesca pelo lado goiano,
entra depois pelo estado do Tocantins, formando a com
seus braços, na época das cheias, a maior
ilha fluvial do mundo - Bananal, com parque e reservas
indígenas. Desenha depois o histórico
Bico do Papagaio, famoso pela resistência à
ditadura, misturando-se depois ao rio Tocantins, formando
lagos para hidrelétricas duvidosas e cruzando
o Pará rumo ao mar, até desaguar na foz
de Marajó, ao lado do rio Amazonas. Em suas águas
e nas matas que restaram em sua volta, nos milhares
de lagos e baixios inudáveis anualmente, em suas
famosas praias de areias
brancas que se formam e reformam de junho a outubro,
o Araguaia é um dos mais ricos e variados ecossistemas
do Brasil, com maior biodiversidade, maior potencial
ecoturístico e ao mesmo tempo sob maior risco
de degradação ambiental. Há poucas
unidades de conservação, protegidas por
lei, como parques,
reservas particulares, áreas
de proteção ambiental e outras terras
resguardadas. Conhecido desde os primeiros bandeirantes,
na segunda metade do século 20 o Araguaia sofreu
um processo de rápido desmatamento das margens,
o que provocou entre outros danos o assoreamento do
leito, dificultando a navegação e tornando-o
mais raso. Há também problemas com pesca
predatória, má fiscalização,
queimadas impunes, turismo predatório e construções
às margens dos rios e outros graves desrespeitos
ao Código Florestal. Está sob cuidados
do Ibama, por ser um rio federal, e das agências
de meio ambiente dos governos de Goiás, Mato
Grosso e Tocantins. Há também projetos
perigosos, como a tentativa de construção
da hidrovia Araguaia/Tocantins, desaconselhada pelos
especialistas devido ao impacto ambiental. As principais
cidades de acesso ao Araguaia são Aruanã,
Bandeirantes, Luis Alves (em Goiás) e Santa Isabel
(Tocantins) e ilha do Bananal. No Alto Araguaia estão
as cidades de Barra do Garças (MT) e Aragarças
(GO), alcançáveis a partir de São
Paulo. Para quem está em Brasília, o melhor
é seguir até Anápolis, virar para
Nerópolis, Nova Veneza, Inhumas, Iautçu,
Itaberaí, Goiás e Aruanã (ou Bandeirantes,
Luis Alves etc). O acesso à parte norte é
feita a partir da Belém-Brasília, no estado
do Tocantins.
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