Trata-de
uma das maiores reservas particulares do patrimônio
natural (rppn) do país, com 2 mil 904 hectares:
fica no pontão de terra formado de um lado pelo
rio Araguaia, ao longo de 14km, e de outro pelo rio
Crixás, numa extensão de 9km. Só
isso dão os cerca de 800 alqueires goianos de
propriedade do médico goiano Tito Mundim, dos
quais 600 foram transformados perpetuamente em RPPN
reconhecida pelo Ibama. Sua maior parte fica inundada
durante as cheias anuais do Araguaia. Na seca, permanecem
dezenas de lagoas. Alguns braços e igarapés
dos rios Crixás e Araguaia formam extensos lagos,
de biodiversidade riquíssima, com milhares de
jacarés, aves, mamíferos (inclusive onças,
antas, veados ) e peixes, entre os quais o famoso pirarucu,
além de muita piranha. Destina-se exclusivamente
a preservação, inclusive pesquisa, sem
atividade de turismo. Em uma parte da fazenda restou
o impacto da tentativa no passado de criação
de gado de maneira extensiva nas planícies às
margens do Araguaia, como previam projetos errôneos
do desenvolvimentismo. Os projetos de irrigação
e depois de gado fracassaram, em sua maioria, como demonstra
a região entre a estrada para Bandeirante (GO)
e para a RPPN Pontal do Jaburu. A entrada da reserva
pelo rio Araguaia e pelo Crixá é vigiada
dia e noite por postos de guarda flutuantes, guaritas
com funcionários e rádiocomunicação
com a sede da rppn. A vigilância foi necessária
para impedir a entrada de pescadores e caçadores
na reserva. Em 2001 a rppn denunciou publicamente que
fiscais do Ibama estariam retirando ilegalmente alevinos
de pirarucu para venda no mercado ilegal, mas nada aconteceu
a não ser a multa pela construção
de um deck muito próximo do barranco de um dos
lagos. A reserva é hoje um exemplo de preservação
ambiental particular. |