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Parque Nacional do Araguaia
Flor do cerrado

Com área de 557.714 hectares, hoje localizado no terço norte da Ilha do Bananal, sudoeste do estado do Tocantins, abrangendo parte dos municípios de Pium e Lagoa da Confusão, o Parque Nacional do Araguaia é um dos mais exuberantes em biodiversidade, pois une os biomas do cerrado, das terras inundáveis e da pré-Amazônia, na maior ilha fluvial do mundo, ao lado de reserva indígena. Foi mais um parque criado pelo presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, este em 1959, após 83 anos da sua proposição pelo engenheiro carioca André Rebouças. Seu objetivo é proteger uma amostra do ecossistema de transição entre o Cerrado e a Floresta Amazônica e de uma porção da Ilha do Bananal, segundo o Ibama, agência responsável pelo parque. Sua base legal é o Decreto n.º 47.570 de 31.12.1959 e alterado pelos seguintes Decretos: n.º 68.873 de 05.07.1971; n.º 71.879 de 01.03.1973 e n.º 84.844 de 24.06.1980. Como aconteceu em outros parques devido à filosofia predominante, do desenvolvimentismo à qualquer custo, também o parque do Araguaia teve sua área reduzida em 1971 oficialmente para resolver o problema das terras indígenas. Os tradicionais habitantes da região são os carajás - que estavam ao longo de quase todo o Araguaia - e os javaés, principalmente. De Brasília o acesso pode ser feito pela BR-153 (Belém/Brasília) até a cidade de Nova Rosalândia. Daí a pela TO-255 até Cristalândia (aprox. 30 Km), percorrendo-se a partir daí cerca de 113 Km, sendo 55Km por estrada não asfaltada. Ou pode-se optar por ir para Alto Paraíso(GO), Arraias(TO), Natividade e Palmas, capital do Tocantins. De lá para o para o parque, toma-se a TO-080 em direção a Paraíso do Tocantins e em seguida, a BR-153 em direção a Nova Rosalândia, adotando-se o mesmo roteiro descrito anteriormente a partir dessa cidade. As cidades mais próximas são: Pium/TO (120 km da capital), Cristalândia/TO (140 Km da capital), Lagoa da Confusão/TO (190 Km da capital) e Santa Terezinha/MT (600 Km da capital). A região apresenta clima quente, semi-úmido, com temperatura média anual variando entre 8 e 42 graus. Os meses mais quentes são setembro e outubro, e os mais frios junho e julho. Possui uma precipitação anual de 1.750 mm. O período de chuva vai de novembro a março. Acompanhados por funcionários do parque é possível percorrer estradas e caminhos existentes próximos à sede, fazer excursões terrestres e fluviais na porção oeste da unidade, observar e fotografar diferentes ambientes e paisagens, grupos de animais, bem como espécies raras da flora. Nas proximidades do Parque Indígena do Araguaia há excelentes pontos de observação astronômica e ainda pode-se ver o pôr-do-sol e praias fluviais no período de seca. O relevo da região é a extensa planície, formada por sedimentos quaternários, periodicamente inundada pelas cheias dos rios Araguaia e Javaés. O Parque está situado na faixa de transição entre a Floresta Amazônica e o Cerrado, predominando os Campos. Apresenta também fisionomias como o Cerradão, Matas Ciliares, Matas de Igapó e Floresta Pluvial Tropical. As espécies representativas são das famílias (Leguminoseae Vochysiaceae) tropical e Bignoniaceae. No parque a fauna é muito heterogênea, com predominância de espécies ligadas ao meio aquático. O cervo do pantanal, espécie ameaçada de extinção. Possui também uma avifauna rica, não só pela abundância como pela diversidade de espécies. Segundo o Ibama, a existência de invasores no interior da unidade, a criação de gado na região, as queimadas, a pesca predatória, a captura de ovos de tartaruga, os grupos de caçadores e o relacionamento conflitante com os índios, são alguns dos principais problemas que o Parque enfrenta. Na verdade, falta verba para resolver problemas de pessoal e instalação, além de fiscalização e multa. O parque trás benefícios globais de interesse ecológico para a manutenção dos mecanismos naturais da região, que envolvem uma valiosa zona de Ecótono entre os dois maiores ecossistemas do país: Cerrado e Floresta Amazônica. O Plano de Manejo foi elaborado em 1981 e Plano de Ação Emergencial em janeiro de 1995. A revisão do Plano de Manejo foi realizada em 1999/2000, mas faltam recursos para sua implementação. Em 2002 existiam no parque apenas quatro funcionários do Ibama e 12 servidores contratados com recursos de compensação ambiental (do ano 2000) pagas por empresas. O parque dispõe de 10 casas; 1 alojamento para visitantes (100 m2); 6 residências funcionais (150 m2, 60 m2, 80 m2, 80 m2, 100 m2, 70 m2); 1 laboratório (80 m20; 1 almoxarifado/escritório (115 m2); 1 garagem (100 m2); 2 postos de fiscalização (60 m2 cada); 1 posto flutuante (4 cômodos); 4 Toyotas (1990, 1995 e 1992); sistema de comunicação (telefone, fax, e-mail e rádio transmissor SSB) e 4 motores de popa (todos de 25 Hp).

Para visitas, entrar em contato previamente com funcionários do Ibama, como Rosemari Lodi (rosemeri@supes_to.ibama.gov.br) ou escrever para AANE 20 - Conj. 03 -Lote 02 (SUPES/TO) 77054-010 - Palmas - TO. Se preferir pode telefonar para (63) 215-2023 ou 215-1339 ou passar fax para (63) 215-2645.

 

 

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